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Grandes de Portugal (2023)

Que um indivíduo pense o ridículo, é comum e potencialmente perigoso. Que sessenta indivíduos pratiquem, conjuntamente, esse mesmo ridículo, é maravilhoso.

Carnabol é, indubitavelmente, ridículo. Ridículo esse que o torna especial. Humildemente especial. Despretensioso. Amigos que se juntam para relembrar bons velhos tempos.

Tempos em que ostentavam uma condição física digna. Tempos em que o futebol os fazia sonhar. Oceano, Isaías, Fernando Couto, eram senhores. Piscámos os olhos e, hoje em dia, Ugarte, Rafa e Taremi são jovens. Menos Pepe, esse é dos nossos: outrora puto, agora é um senhor.

Foi nesta edição que o Carnabol mudou. Deixou o jogo de 11 e abraçou, com carinho, o futebol de 8. Seis equipas em campo, inspiradas nos grandes campeões nacionais: Benfica, Porto, Sporting, Boavista e Belenenses. Como os leões eram muitos, nasceu também o Sporting B — ou, na sua versão romântica, o eterno Lourinhanense.

O torneio foi cordial, mas não brando. Bem jogado, bem disputado, bem vivido. No final, o Sporting levou a melhor sobre o Benfica, numa final intensa e cheia de alma. O MVP foi Carvalho, mítico guarda-redes leonino, que voltou a brilhar — mesmo que os reflexos já peçam mais aquecimento.

E como manda a lei (não escrita, mas sagrada), depois do futebol veio o que agora fazemos melhor: comer, beber e conversar. Todos à mesa, como sempre.

Carnabol é isso mesmo: um conceito deliberadamente ridículo, mas que une o passado e o presente. Um absurdo bonito. Um disparate cheio de sentido.

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