A Taça dos Clubes Campeões Europeus era uma competição como deve ser. A eliminar. Só para campeões. Os segundos, terceiros e quartos iam para a Taça UEFA, que também tinha categoria. E nem falemos da Taça dos Vencedores das Taças, essa pérola que também há de ter o seu Carnabol.
Numa altura em que a modernidade já nos baralhou a pureza das competições, o Carnabol decidiu voltar às origens e homenagear a versão mais romântica daquilo que hoje se chama Champions League.
O formato manteve-se — oito equipas, sol abrasador no Magoito, boa disposição em excesso — mas o espírito foi ainda mais épico. O relvado recebeu versões carnavalescas de gigantes europeus: o “papão” Real Madrid, as três potências italianas Juventus, Milan e Inter, os britânicos Liverpool e Manchester United, o Ajax de Amesterdão e o Borussia Dortmund.
Sim, permitimos mais do que uma equipa por país. Sim, tivemos fase de grupos. Sim, somos incoerentes. Mas nunca prometemos ser outra coisa. O Carnabol é, acima de tudo, um evento a roçar o absurdo — e é isso que o torna especial.
A edição foi marcada por momentos únicos, incluindo uma reportagem especial do jornal A Bola e a presença do mítico Rui Miguel Tovar, que nos brindou com a sua sabedoria inconfundível.
Na final, o Dortmund levou a melhor sobre o Ajax com um contundente 3-0, e levantou a taça sob o calor impiedoso e os aplausos dos presentes.
Depois da bola, veio o ritual: cerveja, porco no espeto, conversa e galhofa. E mais uma vez, um grupo de amigos conseguiu transformar nostalgia em alegria pura.
A todos os que alinharam nesta edição, o nosso obrigado. Que nunca deixemos de celebrar o futebol como ele já foi — e como ainda pode ser, pelo menos uma vez por ano.